201708.27
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“Um grande tubarão branco” de Gabriel Lopes Pontes

Comera um detrito tóxico e ficara assim.


Apesar dos pesares, ainda era e sempre seria um grande tubarão branco, condição da qual tinha plena consciência e da qual não deixava nunca de se orgulhar. Mesmo porque sabia que se não fosse sua terrível deformidade seria, ainda por cima, um grande tubarão branco excepcionalmente grande, embora não necessariamente excepcionalmente branco.


A maioria das pessoas que já ouviu falar deste incrível peixe, mas nunca viu um, ao vivo ou em efígie, costuma, aliás, ser conduzida a um ledo engano, inevitável diante do próprio nome da espécie e da maneira com que sua alegada, suposta brancura é enfatizada e alardeada por tantos que a ela se referem. 


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