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A escravidão reabilitada de Jacob Gorender, A crônica militante de Lima Barreto e Teoria e educação no labirinto do Capital de Gaudêncio Frigotto (org)

A Livraria e Editora Expressão Popular lança três livros em setembro: A escravidão reabilitada (Jacob Gorender), A crônica militante (Lima Barreto) e Teoria e educação no labirinto do capital (Gaudêncio Frigotto e Maria Ciavatta – orgs.).

 

A escravidão reabilitada (Jacob Gorender): Em O escravismo colonial (também editado pela Expressão Popular), publicado originalmente em 1978, o autor caracteriza o modo de produção colonial tomando como centro de sua análise o trabalhador escravizado. Setores conservadores – impulsionados pela crescente ofensiva neoliberal – rapidamente reagiram a essa análise modernizando uma já antiga tese, cujas raízes remontam a Gilberto Freyre, de um suposto escravismo brasileiro patriarcal e benigno. Em A escravidão reabiltada, Jacob Gorender elabora uma resposta geral a tal proposta. Ele trava uma densa discussão sobre o revisionismo histórico que buscava justificar a perspectiva dos dominadores de ontem e de hoje. Neste livro, ele demonstra a debilidade histórica e teórica dessas análises que empreendiam verdadeira suavização do escravismo brasileiro. Sua primeira edição vem à luz dois anos após o centenário da Abolição, quando houve diversos eventos acadêmicos e o sociais que, em alguma medida, deixavam em segundo plano a perspectiva dos trabalhadores escravizados – tanto das agruras que passavam quanto do seu importante papel de resistência, fundamental para a Abolição.
A crônica militante (Lima Barreto): as crônicas que integram o livro foram extraídas de duas coletâneas organizadas pelo próprio Lima Barreto e publicadas após a sua morte. Lima Barreto se constituiu um escritor que passou a vida advogando por uma literatura que idealmente teria o poder de promover a união entre os homens na busca do bem comum, ou seja, uma literatura militante que tivesse por fim interessar, pela virtude da forma, tudo o que pertence ao destino de todos nós; e a solidariedade humana, mais do que nenhuma outra coisa, interessa o destino da humanidade. A republicação contém um posfácio de autoria do militante comunista e também crítico literário, Astrojildo Pereira, que enriquece ainda mais a seleção feita pelos organizadores, pois sua leitura ensina que não há como dissociar a obra ficcional de Lima Barreto dos textos que deixou sob a forma de artigos e crônicas de jornal.

 
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Teoria e educação no labirinto do Capital (Gaudêncio Frigotto e Maria Ciavatta – orgs.): Doze anos depois, ao publicarmos a 4ª edição deste livro, ainda estamos no labirinto das forças do capital, mas não na imobilidade. Seu conteúdo torna-se mais atual tanto no plano da produção crítica, teórica, social e educacional quanto no plano socioeconômico, político e cultural, o tempo histórico em que vivemos hoje, no mundo e no Brasil, que é de regressão social. O pensamento crítico apresentado neste livro, para ler a realidade atual – e em tempos de escola sem partido – , além da análise das novas e das velhas faces do capital, discute questões teóricas do cotidiano, como o conceito da verdade, a relação público e privado, identidade, cultura, linguagem e história, um alerta de que as lutas em curso na direção das mudanças estruturais e do socialismo não estão fora da agenda. Um livro, portanto, que em seu conteúdo, método e em sua agenda de embates guarda atualidade para o processo formativo nos cursos de graduação e de pós-graduação, bem como na formação dos quadros que atuam em instituições científicas, movimentos sociais, partidos e sindicatos cujo objetivo não seja de reformar o capitalismo, mas de superá-lo.

 

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