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Número 10 (abril 2008)

chaplin

 

“O cinema é uma forma de expressão onde a razão aparece mesclada a tudo mais que é humano, como pensamento e como sentimento. Em A rosa púrpura do Cairo, Wood Allen conta a história de um personagem que sai da tela e vai à plateia, ao público, e se apaixona por um outro personagem. A cinéfila – interpretada por Mia Farrow – entra no ‘filme’ e o filme entra nela, e a partir de então, a realidade se confunde para ‘nós’ expectadores e para tais personagens, com a transferência e a imitação da vida que eles próprios e ‘nós’ mesmos vivemos, no interior do verdadeiro ‘filme’ que é a nossa vida. Só o cinema pode proporcionar isto de maneira tão real, verossímil, como o faz. Uma fotografia já nos dá uma boa ideia da complexidade da sua relação com o real. Observe-se a imagem, o fotograma leitmotiv do I Congresso Internacional de História e Cinema. Temos uma única imagem, o real (o set de filmagem, do qual Chaplin faz parte), a imitação do real-histórico (Chaplin como o grande ditador) e a reprodução dessa múltipla realidade pela imagem capturada pelo câmera man, na qual Chaplin é ele mesmo e o ditador que ele quer representar em um único instante, num piscar de olhos.”

(Trecho da conferência de Jorge Nóvoa na abertura do I Congreso Internacional de Historia y Cine, Madri, 2007)

 

 

Editorial
Por Jorge Nóvoa, Cristiane Nova e Soleni Biscouto Fressato

 

 

I Congresso Internacional de Historia y Cine

A relação cinema-história e a razão poética

na reconstrução do paradigma histórico
Conferência de abertura do I Congreso Internacional de Historia y Cine
Jorge Nóvoa

 

Historia y cine a debate
Glória Camarero Gómez

 

Los niños de Rusia a través de la mirada de Jaime Camino
Beatriz de las Heras

 

O cinema documentário no Brasil dos anos 60:

propostas para uma ética e uma estética da imagem
Meize Regina de Lucena Lucas

 

Historia y animación: el caso de La tumba de las luciérnagas
Laura Montero Plata

 

La iconografia de Jesus Cristo. Un recorrido por la historia del cine
Maria Vaquero Argelés

 

La Central del Corto, recuperar la experiência
Alberto Berzosa Camacho

 

 

Imagens de sociedades

Caricatura como pensamento. A Carlota de Carla
Marcos Silva

 

Cinema e história: elementos para um diálogo
Roberto Abdala Junior

 

Escravos e libertos: homens de ocupações no século XIX
Cristiane Maria Magalhães

 

 

Resenhas

La clase social como vivencia:

el modelo de E. P. Thompson y la dicotomía sujeto-objeto
Alejandro Estrella González

 

Ecoturismo na Chapada Diamantina
Antônio da Silva Câmara

 

Novo livro do historiador e ficcionista Robert Rosenstone, ainda inédito no Brasil, propõe a existência e o diálogo entre um mundo real e um mundo das telas
Gabriel Lopes Pontes

 

 

Check Also

Número 9 (dezembro 2006)

    Editorial Não, foram vocês! Jorge Nóvoa, Soleni Biscouto Fressato, Cristiane Nova     …

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