201609.09
0
0

L’esprit de la révolution, novo livro de Patrick Theuret

“Diga-me o que você espera da tradução e eu te direi quem és.” (Heidegger)


O autor analisa assim as origens históricas e os fundamentos linguísticos que conduziram no fim do século XX a uma revisão da tradução do termo Aufhebung em Hegel, e sobretudo em Marx, cujo equivalente em francês era, até então, abolição. Essa retradução produziu, notadamente, a tese do “ultrapassamento do capitalismo”, por medo de uma abolição, de uma superação desse sistema. A partir de um exame das obras originais de Marx e Hegel, de suas primeiras traduções, e do uso reivindicativo da abolição pelos progressistas e revolucionários do século XIX, Theuret refuta esta reinterpretação na qual vê fundamentalmente o reflexo esquerdizado de um pensamento euro-ocidental. Situada em uma parte central do capitalismo desenvolvido e dominante, ela atiraria uma parte da esquerda, incluindo a de origem comunista, a se acomodar à ideologia dominante, renunciando ou temendo o afrontamento, a negatividade, como fontes do progresso e da mudança de sociedade.


Após o debate propriamente semântico sobre a tradução, que nos conduzira à conclusão da ilegitimidade de uma leitura estrita e unilateralmente hegeliana de Marx, resta aquilo que constitui a nosso ver o debate essencial, o único a revestir uma importância prática atual. Seu nome é um só: “revolução”.


Para adquirir o livro, acesse o site da editora.


« Dis-moi ce que tu attends de la traduction, et je te dirai qui tu es. » (Heidegger)
L’auteur analyse ainsi les origines historiques et les fondements linguistiques qui conduisirent à la fin du XXe siècle à réviser la traduction du terme Aufhebung chez Hegel et surtout chez Marx, dont l’équivalent français était jusqu’alors, essentiellement, abolition. Cette retraduction a notamment produit la thèse du « dépassement du capitalisme », par crainte d’une abolition, d’un renversement de ce système. À partir d’un examen des œuvres originales de Marx et de Hegel, http://www.letempsdescerises.net/?product=lesprit-de-la-revolutionde leurs premières traductions, et de l’usage revendicatif d’abolition par les progressistes et révolutionnaires du XIXe siècle, il réfute cette réinterprétation dans laquelle il voit fondamentalement le reflet gauchi d’une pensée euroccidentale. Logée dans une partie centrale du capitalisme développé et dominant, elle pousse une partie de la gauche, y compris d’origine communiste, à s’accommoder de l’idéologie dominante, renonçant ou craignant l’affrontement, la négativité, comme sources du progrès et du changement de société.
Après le débat proprement sémantique sur la traduction, qui nous a conduits à conclure à l’illégitimité d’une lecture strictement et unilatéralement hégélienne de Marx, il reste ce qui constitue à notre sens le débat essentiel, le seul à revêtir une importance pratique actuelle. Il porte un nom unique : « révolution ».