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Ambulante que morreu no metrô de São Paulo transgrediu o modo covarde de existir, afirma o psicanalista Christian Dunker

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A morte do vendedor ambulante, Luis Carlos Ruas, conhecido como Índio, na noite de Natal, chocou o país. Ele morreu após ser violentamente espancado por dois jovens, numa estação de metrô em São Paulo, diante de dezenas de testemunhas, porque tentou impedir que os jovens agredissem duas travestis. Para o psicanalista Christian Dunker, Índio morreu porque não se calou, diferente das dezenas de pessoas que viram o seu assassinato e nada fizeram: “diante do violento, a gente não fala. Isso é uma característica de todos os sistemas de aceleração da violência: nas corporações, na polícia, dentro das comunidades. Em todos esses lugares, há uma cultura do silêncio. E quando alguém rompe a lei do silêncio tem que pagar, como no caso do Índio.”

 

Leia a entrevista na íntegra.

 

 

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