201708.27
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“L’homme superflu” (O homem superfluo) (Le passager clandestin), de Patrick Vassort

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Longe do fim da história anunciada por alguns, a modernidade agora assume de todos os lados a humanidade do homem. O reinado da competição generalizada sujeita a experiência vivida de indivíduos e grupos humanos do planeta à convulsões perpétuas. A ideologia capitalista molda as consciências e predispõe as massas – assalariados e consumidores – a atender às necessidades da máquina produtivista. O capital está mais poderoso do que nunca para exercer uma dominação difusa, mas total (econômica, cultural, política, social, psicológica …), sobre as instituições, a natureza e o homem.


Tal dominação só pode manter-se na condição de passar por natural. Com base numa crítica do trabalho de Louis Althusser, Patrick Vassort descreve o surgimento e o papel desses “dispositivos estratégicos capitalistas” mundializados, como o esporte, a educação, a mídia, a indústria cultural, ou ainda,e o exército, na subordinação das populações. Ao fazê-lo, destaca as categorias centrais do “projeto” que agora exige nossa adesão: a eliminação da complexidade e da alteridade através da aceleração da mercantilização e do entretenimento, a produção de uma massa atomizada de indivíduos privados de todo o poder de agir, a organização de relações de produção em torno da noção de superfluidade. Atrás deste projeto capitalista, ressalta o autor, um dos principais traços das experiências totalitárias do século XX, de acordo com Hannah Arendt: a superfluidade do próprio homem como princípio orientador do mundo.


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