201607.25
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MARX, PRENOME: KARL de DARDOT e LAVAL. Nota centrada sobre os capítulos históricos e políticos

François Chesnais

Marx, prenome: Karl é um livro impressionante, imponente. Por seu tamanho inclusive. Com quase 700 páginas, vê-se que poderia ter sido ainda mais extenso se a editora tivesse permitido. Parágrafos muito longos, os quais cobrem muitas vezes mais do que duas páginas e, por vezes, quase quatro, não facilitam a leitura do livro. Ele é difícil mesmo para as pessoas bem afinadas com esse tipo de obra. O livro é impressionante pela envergadura dos problemas tratados e pelo grau de detalhe com que os assuntos são examinados. Por último, impõe-se por sua erudição e por seu surpreendente escopo. Inclui frequentemente novas traduções de partes dos textos originais em alemão.Por todas estas razões, Marx, prenome: Karl parece estar endereçado a um público especializado. No entanto, seria uma pena se as pessoas usualmente consideradas como “militantes”, as quais labutam nas organizações desenvolvendo as tarefas de formação, organizando escolas de verão ou alimentando as revistas ou os sites, ficassem desanimadas. De facto, é importante que as teses deste livro sejam discutidas. Porque Pierre Dardot e Christian Laval não são apenas acadêmicos; eis que são, também, intelectuais engajados. E o são, não por sua participação ou por seu apoio atual a este ou aquele partido (a memória dos seus anos de militância aflora em alguns capítulos), mas devido a uma constante preocupação que está subjacente ao seu trabalho, ou seja, aquela que visa as condições da emancipação. Vale acrescentar que se esse livro tivesse sido lançado antes, a sualeitura, sem dúvida, teria evitado certos dissabores, alguns antigos, outros mais recentes.

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