201611.16
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“Cinema, ideologia e representação: (neo) conservadorismo, resistências e belicismo nos Estados Unidos (1980 – 1990)”, Dissertação de Mestrado de Michel Gomes da Rocha

A dissertação de Michel Rocha, orientada pelo Prof. Dr. Robert Sean Purdy e defendida no Programa de Pós-graduação em História Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, analisa o contexto político dos Estados Unidos e a representação da cidadania entre as décadas de 1980 e 1990. Através de quatro narrativas fílmicas produzidas em Hollywood, são elas: Mississippi em chamas (1988) do diretor Alan Parker; Nascido em 4 de julho (1989) do diretor Oliver Stone; Um dia de fúria (1993) do diretor Joel Schumacher e Clube da luta (1999) do diretor David Fincher, pretendesse conduzir o estudo do contexto político do país através dos seus produtos culturais. A primeira narrativa representa problemáticas acerca da segregação racial e a conquista dos direitos civis por negros, tema latente nos anos 1960, que são evocados mediante o contexto de crise desses movimentos sociais e a desarticulação do Estado de bem-estar social nos anos 1980. A segunda narrativa representa a experiência do veterano da guerra do Vietnã e o ativismo político oriundo desta experiência, as culturas políticas em efervescência no período, bem como uma leitura que traga um novo lugar de memória para o veterano do Vietnã. A terceira narrativa representa o contexto de crise econômica proveniente do projeto de nação dos neoconservadores e neoliberais que ascenderam ao poder e como resultado de suas políticas houve um aumento da violência urbana, polarização social, bem como a tematização da crise do homem WASP. A quarta e última narrativa foi contemporânea de um movimento de diretores e intelectuais afinados com o liberalismo, que se aproximaram da representação da guerra e do sentido de identidade que este fenômeno forja para criticar a postura bélica que os governos anteriores empreenderam, fracassando, pela apropriação conservadora que estas narrativas também proporcionavam, foi visto nos Estados Unidos uma contundente crítica aos ideais do American Way of life e neste sentido, Clube da luta é uma destas produções, por trazer em suas imagens elementos da representação da cidadania no período.


Leia a dissertação na íntegra.