201705.15
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O retiro das tropas da MINUSTAH não implica na desocupação do país, afirma Henri Boisrolin, membro do Comitê Democrático Haitiano

boisrolin
Henry Boisrolin, membro do Comite Democrático Haitiano, expressou sua preocupação sobre a atual conjuntura da República do Haiti após a realização das eleições presidenciais, em novembro de 2016, com a falsa vitória de Jovenel Moise.
Boisrolin denunciou que existe um Estado que não pode responder às demandas dos dirigentes sem respaldo popular: “Nosotros tenemos un presidente electo e impuesto en las últimas elecciones por la comunidad internacional y las clases dominantes haitianas, que constituyeron una verdadera farsa en todo sentido, donde oficialmente participo el 21% del padrón”, afirmou Boisrolin.
Depois de treze ano de ocupação militar através da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) impulsada pelo Conselho de Seguridade da ONU, foi aprovada a retirada das tropas e entrou em função a MINUJUSTH (Missão das Nações Unidas em Apoio à Justiça no Haiti), situação que Boisrolin considera uma continuidade da mesma política.
Em conversa com Barricada TV, o entrevistado afirmou: “La comunidad internacional con los Estados Unidos a la cabeza, quieren demostrar que Haití está progresando, está avanzando en el supuesto elemento de institucionalización y fortalecimiento de las instituciones democráticas”.
Como conclusão, sustenta que, a única maneira para que o país deixe de ser uma “neocolônia” dos Estados Unidos, é lutar pela liberação, para assim recuperar o direito a soberania e a autodeterminação do povo haitiano.
Assista um vídeo de Boisrolin e leia sua entrevista no Resumen.